23 de set. de 2011

E mais um . . .

Como recebi recentemente um vídeo engraçadíssimo sobre o que é feito nos sites de relacionamento.
e aqui vai o endereço   http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=i2QCVs0q-vU
apresento o comentário de Roberta.

Muitos risos... Desculpa, faço idéia do que esteja passando, mas ainda assim é engraçado imaginar sua situação. As pessoas que conheço vivem me convidando para participar disso e daquilo, mas nunca aceito. A grande verdade é que já não tenho paciência nem para o Orkut, que dirá para participar de outros do tipo. Sempre gostei mais das cartas manuscritas do que dos e-mails, porque sempre me parecem frios e apressados demais, o que me causa um sentimento de abandono e menos amor, mas ou aceito essa minha realidade ou fico sozinha de vez. E eu que imaginava ser esquisita e exigente demais... É um alívio ler seu texto e me sentir tão somente normal. A modernidade caí sobre todos como uma grande bola de neve, nos embola e nos faz descer morro abaixo, misturados como massa de pão sovada e quando não aceitamos as condições impostas, somos tidos como anti-sociais, mas o que a maioria não percebe é que apenas optamos por uma seleção mais apurada com peneiras de furos menores... Beijo carinhoso , Roberta Dias

Por roberta em A SOLIDÃO DO E-MAIL em 18/01/11


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Comentários

Fui reler alguns comentários que recebi neste blogger e, orgulhoso de ter merecido a atenção dos que me visitam, achei por bem reproduzir alguns. Esses comentários me fizeram bem e aqui vai um deles:

"Carambola sempre me faz lembrar um texto do Pedro Nava, em Baú de Ossos, onde os doces de Minas são saboreados com poesia... "A cozinha mineira, pouco abundante nos pratos de sal, que ficam nas variações em torno do porco, do toucinho, da couve, do feijão, do fubá e da farinha - é de uma riqueza extraordinária em matéria de sobrepastos. Hoje tudo mudou e minguou. Mas lembro-me bem da mesa de minha avó materna, em Juiz de Fora, onde a Inhá Luísa, da cabeceira, podia olhar a ponta dos meninos e das compoteiras, de que havia, ao jantar, umas quatro ou cinco repletas de doce. Menos, era penúria. E que doces... Os de coco e todas as variedades, como a cocada preta e a cocada branca, a cocada ralada ou em fita, a açucarada no tacho, a seca ao sol. Baba-de-moça, quindim, pudim de coco. Compota de goiaba branca ou vermelha, como orelhas em calda. De pêssego maduro ou verde cujo caroço era como um espadarte no céu-da-boca. De abacaxi, cor de ouro; de figo, cor de musgo; de banana, cor de granada; de laranja, de cidra, de jaca, de ameixa, de marmelo, de manga, de cajá-mirim, jenipapo, turanja. De carambola, derramando estrelas nos pratos. De mamão maduro, de mamão verde - cortado em tiras ou passado na raspa. Tudo isto podia apresentar-se cristalizado - seco por fora, macio por dentro e tendo um núcleo de açúcar quase líquido.(...)"


Por Heloise em TEM CARAMBOLA NA FEIRA em 04/10/10

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XXXXXXX HÁ 5 HORAS jÁ ESTAMOS NA PRIMAVERA  XXXXXX


12 de set. de 2011

COMO CARTAS DE ANTIGAMENTE . . .

 

Já não se escreve nem se recebe cartas pessoais como antigamente.  Até mesmo no corrêio-eletrônico, nosso e-mail, as coisas estão rareando. Fora do mundo dos negócios, as mensagens pessoais de hoje são mais um repasse de algo recebido em forma de PPS´s e WMV´s.

Por isso me surpreendi ao receber de um velho amigo o texto que aqui reproduzo (com sua permissão, é claro):

 

De: francisco gonzalez <,,,,,,,,,>
Data: 11 de setembro de 2011 08:29
Assunto: lembranças
Para: Silva Costa <seujuca@terra.com.br>

Grande e querido Urso velho,

estou aqui solitário, ouvindo uma  coletânea do Pink Floyd que você mandou em priscas eras.Então lembrei quando você me visitou na minha casa em Laranjeiras.

Apresentei a você meu novo 386 (ponha priscas eras nisso) e com o peito inflado comentei como era muito mais rápido. Você, com sua experiêcia de vida e com sua inteligência impar comentou....E o que o vai fazer com o tempo que vai sobrar?

Ouvindo agora, Time do Pink, lembrei de Você , do Haddad, do Japiassu, do Charles Miranda.....que turma!!!!!!

Abração carinhoso

Paco.

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E assim respondi: 

Dom Francisco,

Fiquei sensibilizado com sua mensagem desta manhã. Me fez lembrar do tempo em que escrevíamos e recebíamos cartas, do tempo em que as pessoas se emocionavam com gestos grátis de carinho e amizade.

Preocupei-me com o "estou aqui solitário" sem saber, realmente, a extensão dessa solidão. Espero que seja a solidão do domingo de manhã quando toda a família vai à missa pedir perdão por pecados que nem sabe cometer direito … e deixa só o homem da casa.

Será isso ou a rabugice e o mau-humor, meus menores males, que levam o homem a preferir a solidão?

Achei graça em você lembrar dos tempos do 368. Também sinto saudades da turma, especialmente do generoso sultão Haddad.

Pensei em reproduzir sua carta no meu blogger mas, caso o faça, necessito da sua aprovação.

Cordialmente,

           sc

 

XXXXXXX  13 SETEMBRO  2011  XXXXXXX

5 de set. de 2011

ERAM MEUS MAS AGORA SOU DELES . . .

O homem tinha um sítio na beira da lagoa e, nessa lagoa ele tinha um barco muito bonito.
Ele usava a casa que era bonita e acolhedora, cheia de atrativos, muito goró e boas comidinhas, e sempre cheia de gente alegre e contente da vida.
O barco era bem aquipado e usado com frequencia , para bons passeios e muita alegria.
sitio2 copy
Mas o tempo passou. Cessaram as atividades sociais, as festas; o vinho, a vodka e o uisque deixaram de ser o combustivel das festas.
O assunto da moda agora é o doutor, a terapia e a farmácia mais em conta.
Mas o pior de tudo foi verificar que, ficando velho, as coisas mudaram.
Ele percebeu que agora o sítio e o barco são os donos dele.


XXXXXXXX   5  setembro  2011  XXXXXXX

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31 de ago. de 2011

TRABALHANDO COM O PHOTOCHOPPS

 

Começou assim:

helo4

Ai ficou assim:

helo3 

Depois assim:

helo2

Aí veio um fundo cinza…

heloA

E terminou assim:

helo

E nisso passou o tempo entre o fim do Jornal Nacional das 20:30 e o telefone que tocou com a ligação errada.

Era para um Zé que não entendi o sobrenome.

 

XXXXXXX  31 AGO 2011  XXXXXXX

 

           xxx

28 de ago. de 2011

QUER EMAGRECER . . .

 

Ou manter seu peso que, agora, está perfeito?

Pegue

UMA LATA DE PÊCEGOS EM CALDA

DUAS LATAS DE CREME DE LEITE

UMA LATA DE LEITE CONDENSADO

E agora abra as latas, claro, e coloque os pêcegos em calda no liquidifcador e o ligue e desligue imediatamente.

A idéia é despedaçar os pêcegos sem moer e sem os liquifazer (que tal?). Seria como cortar em pequenos pedaços que se pode mastigar.

Em seguida junte as duas latas de creme de leite e o leite condensado.

Misture tudo sem deixar a saliva pingar da sua boca para o futuro sorvete.

                 sorvete

Seu nome, em inglês, é “Killer Icecream”, em francês é “Glaces Méchants” e em italiano “Ghiaccio Malvagi”.

Ponha no freezer. Se endurecer, não faz mal, sirva e ele se derrete na boca.

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Aí você vê o que tem que evitar e se manter longe dessa mistura se quiser conservar o seu peso e saúde.

Agora, se seu médico é irritável e impaciente com quem não o obedece, mostre a fórmula deste sorvete que, ao encurtar sua vida, evita seus dias de aporrinhante velhice e evita que você fique engordando a conta do banco. Dele, é claro!

 

 

XXXXXXXXXXXXXX  28 AGO 2011  XXXXXXXXXX

 

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18 de ago. de 2011

O TEMPO PASSOU . . .

 

"O TEMPO PASSOU E ME FORMEI EM SOLIDÃO"

José Antônio Oliveira de Resende

(Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João Del-Rei/MG).

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. 
Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
- Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
- Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha - geralmente uma das filhas - e dizia:
- Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte:
pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa... A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores:
televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
- Vamos marcar uma saída!... - ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e ossibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...
Que saudade do compadre e da comadre!

 

P/T

XXXXXXXX  18  AGO  2011  XXXXXXXX

9 de ago. de 2011

PORTÃO ABERTO E PIADINHA

 

Aqui vai a foto do portão:

nikon3 004

E agora a piadinha:

Quatro homens casados foram pescar. O primeiro homem disse:
-Você não faz idéia do que eu tive q fazer para poder vir pescar. Tive que prometer à minha mulher que eu pintaria a casa inteirinha no próximo fim de semana.
O segundo homem disse:
- Isso não é nada! Eu prometi à minha mulher que eu construiria uma piscina no fundo de casa.
O terceiro homem disse:
- Credo! Está muito fácil para vocês! Eu tive que prometer que iria remodelar a cozinha para ela.
Eles continuaram a pescar, até que perceberam que o quarto homem não tinha falado nada. Então eles decidiram perguntar o que ele fez para ser possível ir à pescaria.
- O que foi que você prometeu a sua mulher?
E o quarto homem:
- Eu pus o meu relógio para me acordar às 5:30 da manhã. Quando o relogio tocou, eu dei um toque na minha mulher e perguntei:
- Pescaria ou Sexo? E ela me respondeu:
- Leve um agasalho.

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XXXXX  Rio 9 ago 2011  XXXXX

SEM TÍTULO ( sem título? )

 

 

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XXXXXX  Rio 9 AGO 2011  XXXXXX

RIO

2 de ago. de 2011

CARIDOSA VIGÍLIA

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Zerildo, agonizante, tinha a mulher, Ronalda, ao seu

lado numa caridosa vigília, à meia-luz.

Ela segurava sua mão, já frágil e trêmula, enquanto

lágrimas rolavam de sua face.

- " Minha querida Ronalda", ele sussurrou.

- "Sossegue, meu querido, não fale, não se canse,"

ela pediu e prosseguiu numa prece quase silenciosa.

Insistente como sempre foi, ele balbuciou: -" Tenho

que confessar uma coisa para você"

E ela, - " Não há nada para confessar", e com a voz

embargada, " está tudo bem. Descanse".

- "Não, não. Quero morrer em paz com a minha

consciência, Ronalda", e continuou, " Comi sua

irmã, a Zu, sua melhor amiga e minha sogra, sua

mãe ".

E ela, chorosa - " Eu sei tudo isso", meu querido,

e por isso o veneno no teu café hoje de manhã ".

XXXXXXXX  2 agosto 2011  XXXXXX

                             xxx

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SILVA COSTA - Pintor, nascido em São Paulo, Brasil, em 1927. Morou e estudou no Rio de Janeiro até 1949 quando viajou para os EEUU. Estudou desenho e pintura no Institute of Mechanics and Tradesmen em Nova Iorque, mudando-se em 1950 para a California, Carmel-by-The-Sea onde trabalhou e estudou desenho e pintura. Trabalhou na Army Language School na vizinha cidade de Monterey e estudou técnicas do retrato com Warshowski. Em 1955 viajou para a Europa onde estudou, na Academie de La Grande Chaumiere, em Paris por alguns meses.