12 de ago. de 2009
RABISCAR
11 de ago. de 2009
A FORMIGA E A ENXURRADA

Já tem algum tempo que venho tentando o escrever sobre as formigas na pia de minha cozinha.
Todas as noites, por volta das 10 horas, eu lá compareço, e ao refrigerador, para saborear um pedaço de queijo francês com uns "crackers", aqueles que tem umas sementinhas coladas.
Normalmente, nessas horas noturnas, sempre via pequenas formigas andando junto à parede e às vezes por cima da pia mas isso não me incomodava. Eram mínimas e estavam ali comendo sobras.
Há coisa de uns dois meses apareceram mais formigas. Diferentes. Grandes, marrom escuro, diferentes em tamanho e velocidade. Andavam rápido de um lado para do outro e ignoravam minha presença até que as tentasse expulsar dali. Se escondiam atrás do que estivesse na pia e dos vidros de componentes da minha comida, fórmula própria, com os ingredientes que me fariam um velho mais enxuto.
Imagino que somente iriam reaparecer quando eu apagasse a luz da pia.
Visitantes da noite! Só apareciam depois das 9 ou 10 da noite. Nunca antes.
A novidade dessas formigas grandes e invasoras começou a me incomodar, e reagi as espantando ou empurrando para dentro da pia.
Até que um dia em que haviam umas três ou quatro por ali e, com o lado da mão, empurrei duas delas para dentro da pia e abri a água para delas me livrar.
Uma, caída perto do ralo, é puxada pela água e quase desaparece ralo a dentro.
Fiquei assistindo sua luta para se livrar da enxurrada. Em um momento desapareceu para, logo em seguida, se mostrar de volta lutando para escapar.
Lutou, subiu um pouco na lateral do esgoto, foi puxada de novo e quase desaparece ralo a dentro.
De repente percebi que eu estava torcendo pela formiga. Eu a via lutando desesperadamente para se salvar e sua luta tocou meu coração (bancando o poeta).
Finalmente ela venceu a batalha e eu, com o coração mais leve, a vi subindo pelo lado da pia, fugindo da água.
Encurtando a estória: - Hoje elas aparecem na pia, andam por lá sem serem incomodadas e, pior de tudo, quando vou ao meu "queijo com biscoito" pelas 10 da noite e elas não estão por lá, sinto mais presente a solidão com que decidi viver.
Pode?
3 de ago. de 2009
NESSE INACREDITÁVEL MAR DE ESMERALDA

Não sei de quem é a foto dessa pequena ilha pois a copiei de um .pps, "My favorite philosophy" que me foi repassado por uma querida amiga. Impossibilitado de dar o merecido crédito ao autor, bato palmas pelo seu engenho e criatividade.
Pelo tamanho dessa ilha vê-se que não pode ser habitada. Pequena demais para produzir alimentos; talvez sua reserva de ãgua potável seja insuficiente. Não dá para construir casa nem nada -- seria um pecado contra sua integridade e contra a forma que, de tão perfeita, não pode ser alterada.
A natureza a decora com flores e arbustos e lhe coloca no topo uma arvore desenhada por algum dos deuses da natureza.
E o mais fantástico: Essa árvore no topo, de intocável beleza de desenho, lembra um bonsai; o tamanho não confere mas, ter crescido e obtido esse formato, só podem ser devidos à mínima profundidade da terra onde crescem suas raízes.
Vou torcer para que se mantenha solitária e longe do homem que nada mais é do que a doença do planeta.
Não concorda? Então veja por onde ele andou e o que fez.
2 de ago. de 2009
O MORRO AO LADO DO COPACABANA

Nasci no mesmo ano dessa foto (imagem, pintura) e aqui copio para mostrar que havia um morro ao lado do Hotel Copacabana. Muitos a quem eu disse isso não acreditaram.
Frequentador da piscina quando guri, me lembro que havia uma quadra de ténis e, logo após, o desaparecido morro que deu lugar a construções na Avenida Atlántica, inclusive o Hotel Excelsior
Foi demolido na parte que ia da praia até o lado direito da Av. NS de Copacabana.
Os bondes (suspiro de saudade...) vinham da cidade pela Rua Viveiros de Castro e somente alcançavam avenida NS de Copacabana depois de passar pela Rua Inhangá.
O que sobrou do morro ainda está lá e tem acesso pela Rua Barata Ribeiro, esquina da Praça Cardeal Arcoverde.
Nessa esquina mora um poeta.
Credito: A foto (?) foi tirada de "Rio Antigo", um trabalho de Carlos Gustavo Nunes Pereira.
Nessa esquina mora um poeta.
Credito: A foto (?) foi tirada de "Rio Antigo", um trabalho de Carlos Gustavo Nunes Pereira.
31 de jul. de 2009
ÓLEO DE 1970
Se não me engana a memória ( :-) ) esse quadro, pintado em Salvador, à óleo,
foi dos últimos usando essa técnica.
Esse bule azul de café é personagem de muitos quadros e desenhos pois, alêm
de guardar pincéis, era visto em muitos ateliers por esse mundo afora.
foi dos últimos usando essa técnica.
Esse bule azul de café é personagem de muitos quadros e desenhos pois, alêm
de guardar pincéis, era visto em muitos ateliers por esse mundo afora.
Não esse, mas parecido.
30 de jul. de 2009
QUADROS DE UM QUADRO MAIOR 1
a ave e círculo de cores
As imagens acima e as exposta em QUADROS DE UM QUADRO 2 compõem "OS ANJOS" aí
28 de jul. de 2009
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Quem sou eu
- carlos
- SILVA COSTA - Pintor, nascido em São Paulo, Brasil, em 1927. Morou e estudou no Rio de Janeiro até 1949 quando viajou para os EEUU. Estudou desenho e pintura no Institute of Mechanics and Tradesmen em Nova Iorque, mudando-se em 1950 para a California, Carmel-by-The-Sea onde trabalhou e estudou desenho e pintura. Trabalhou na Army Language School na vizinha cidade de Monterey e estudou técnicas do retrato com Warshowski. Em 1955 viajou para a Europa onde estudou, na Academie de La Grande Chaumiere, em Paris por alguns meses.




